Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra factura mais de um milhão de euros em serviços para o exterior. Arqueologia e geografia são as áreas mais competitivas

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) «factura mais de um milhão de euros, por ano, na prestação de serviços especializados, em diversas áreas», revelou o director da instituição, Carlos Ascenso André. 

«Atenta à realidade que a envolve, isto é, às tendências e necessidades do mercado», a FLUC «tem apostado nessas tendências» e já é a segunda faculdade da Universidade de Coimbra (UC) que «mais receitas próprias gera em prestação de serviços ao exterior», sublinhou, à agência Lusa, aquele responsável.

Consciente das suas competências e investindo em áreas muito específicas, o estabelecimento, fundado em 1911, «mudou de paradigma» e, embora continue a dar grande importância à formação de professores, esta já não é, de facto, a sua principal área, reconheceu.

A geografia e a arqueologia são, hoje, áreas muito competitivas e em relação às quais a FLUC se assume como uma referência, o que explica os múltiplos estudos que lhe têm sido encomendados, designadamente para transformações estruturais no âmbito da saúde e da educação, de que a distribuição dos centros de saúde pelo país e as cartas educativas são exemplos.

A Faculdade, que possui «elevados índices de especialização» em áreas como as da saúde e da educação, está também a «investir muito na tecnologia de informação geográfica», para a elaboração de cartas tridimensionais, adiantou o director.

No âmbito, ainda, da prestação de serviços, a FLUC está acreditada em consultadoria científica para a avaliação de manuais escolares, em que tem mantido várias equipas de especialistas envolvidas. A ministração de cursos de línguas, como inglês, italiano, russo, espanhol ou alemão, também explica a facturação alcançada pelo estabelecimento e à qual não são alheias as traduções, estas, no entanto, com uma dimensão não tão significativa.

«Há no mercado muitas e boas empresas a fazerem traduções», algumas das quais com técnicos formados pela própria FLUC, referiu Carlos André.

A colocação no mercado de trabalho de «licenciados e mestres pela FLUC» é também uma preocupação da Faculdade, afirmou o seu responsável, assegurando serem centenas as entidades com as quais a instituição tem protocolos nesses sentido.

Uma das oito escolas da UC, estruturada em quatro departamentos (Filosofia, Comunicação e Informação; Geografia; História, Arqueologia e Artes; e Línguas, Literaturas e Culturas), a Faculdade de Letras é frequentada por cerca de quatro mil alunos (perto de 20 por cento estrangeiros), 700 dos quais são estudantes de cursos livres de línguas, e possui 180 docentes a tempo integral.

Fonte: SOL
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