![]() |
Foto: Erêndira Oliveira/IDSM
|
De acordo com a pesquisadora Jaqueline Belletti, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP) e do Laboratório de Arqueologia do IDSM, as peças doadas ainda não podem ser expostas. "As urnas estão guardadas no acervo do IDSM, e ainda estão passando pelos processos de conservação e restauro e pelas análises arqueológicas. Sendo assim, ainda é muito cedo para que elas sejam expostas ao público", explicou ao G1.
Mas acredito que em breve outras pesquisas, além da minha, também serão feitas. Achados arqueológicos sempre são importantes para o entendimento do passado e de formas culturais diferentes, preservá-los nos permite estudar esses aspectos", acredita.
As urnas foram encontradas por moradores de Tefé durante a construção de uma escola e foram transferidas para o IDSM. "Eles se preocuparam em guardá-las da melhor forma possível ao alcance deles. Procurar os arqueólogos para estudarem as peças indica o interesse dos moradores em preservá-las e entendê-las melhor. Os moradores têm acompanhado de perto o trabalho de restauração das peças bem como os demais estudos que estamos realizando. Estamos começando a desenvolver, assim, um trabalho de arqueologia colaborativa entre moradores e arqueólogos", revelou a pesquisadora.
As urnas antropomorfas - que apresentam forma humana ou que se assemelha ao ser humano - têm uma ampla dispersão geográfica na Amazônia, explica a pesquisadora. "Esse tipo de urna ocorre desde o Rio Napo (no Peru) até o Rio Madeira, passando pela calha do Solimões e começo do baixo Amazonas. A principal característica dessas urnas é a presença de pintura e a forma antropomorfa. O elemento diferencial dessas urnas é o fato delas estarem colocadas sobre bancos de cerâmica".
Fonte: G1 »»