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Foto: Zanettini |
“Somos arqueólogos e falamos do mundo através das coisas, e nada melhor do que poder pegar os documentos na mão”, diz Paulo Zanettini, proprietário da empresa de arqueologia que organiza uma exposição pioneira no Brasil, com recursos de impressão 3D e realidade aumentada.
Para o professor de artes visuais Paulo Gonçalves, que conferiu a mostra itinerante “Mãos no Barro da Cidade” na última segunda-feira (29/9), a novidade é atraente para os mais jovens. “Meus alunos iam curtir usar a tecnologia em qualquer exposição, é um atrativo quando tem a parte de coisas digitais para eles fuçarem”. Já o arquiteto Julian Seifert ressalta o potencial para reflexões sobre a cidade. “A relação de tecnologia e arqueologia vem mais como uma relação crítica sobre o espaço a nossa volta”, diz.
Ao visitar a mostra itinerante “Mãos no Barro da Cidade”, que atualmente está na estação Faria Lima do metrô de São Paulo, em Pinheiros, é possível manipular cópias praticamente idênticas de quatro objetos de cerâmica de mais de 300 anos, entre eles a fôrma de bolo mais antiga que se tem registro no país. Através de um aplicativo gratuito para smartphones e tablets, pode-se navegar pelo sítio arqueológico de onde foram retirados.
A OLARIA As peças vieram daquele mesmo bairro, mais especificamente da região do cruzamento da avenida Eusébio Matoso com a Marginal Pinheiros – uma área de tráfego intenso e grande especulação imobiliária. Num quarteirão próximo dali, entre as ruas Butantã, Pais Leme e Amaro Cavalheiro, jazia soterrada uma olaria que operava no século XVIII, aproveitando a abundância de barro da região da várzea do rio Pinheiros para produzir cerâmicas diversas.
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