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Kate Clancy. Foto: L. Brian Stauffer
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O levantamento, publicado na revista PLoS One, surge depois de uma análise preliminar que forneceu pistas e evidências de que muitas das pessoas envolvidas em trabalhos de campo de ciências como a biologia, antropologia ou arqueologia - a maioria delas mulheres mais jovens, mas também homens - foram assediadas sexualmente e/ou agredidos durante a realização do trabalho.
Este estudo tem ainda como co-autores Robin Nelson de Skidmore College, Julienne Rutherford, da Universidade de Illinois, em Chicago e Katie Hinde, da Universidade de Harvard.
Os investigadores recrutaram os entrevistados através de meios de comunicação sociais e em sites que servem as disciplinas científicas que envolvem trabalho de campo. Os entrevistados preencheram um inquérito online onde lhes era pedindo dados como a sua situação escolar e profissional, sexo, idade e experiências durante os estudos de campo.
As vitimas do sexo feminino relataram que na maioria das vezes elas eram os alvos dos investigadores que estavam num patamar de hierarquia superior - tanto de cientistas mais conceituados que trabalhavam nos mesmos locais, como dos líderes da pesquisa. Os homens foram mais frequentemente assediados ou abusados por seus pares.
Referência: Survey of Academic Field Experiences (SAFE): Trainees Report Harassment and AssaultClancy KBH, Nelson RG, Rutherford JN, Hinde K (2014) Survey of Academic Field Experiences (SAFE): Trainees Report Harassment and Assault. PLoS ONE9(7): e102172. doi: 10.1371/journal.pone.0102172